Histórias

História da Renata e da Eleonora

8/04/2010 às 23:10

Eleonora Eu fiquei sabendo das Blythes por acaso. Eu já usava o flickr e, um dia, no meio de uma busca qualquer, a foto de uma dessas cabeçudas apareceu. Fiquei curiosa pra saber que boneca tão estranha era aquela, então abri a foto. À primeira vista, achei ela feia. E foi só, fechei a foto e continuei a minha busca.

Eu tinha (tenho) um blog onde postava (posto) os trabalhos que faço em tricot. E por meio dele eu conheci muita gente. Foi quando um dia eu vi que, uma das tricoteiras que costumava visitar o meu blog tinha várias Blythes… Depois, outra adquiriu uma Blythe também… E isso começou a me intrigar. Perguntas começaram a surgir… Que boneca era essa? De onde ela vinha? Quanto ela custa? Porque as pessoas gostam tanto dela? E então, a partir deste ponto, eu passei a procurar as respostas dessas perguntas.

Descobri que o mundo das Blythes era muito maior do que eu podia imaginar. Uma imensidão de coisas, roupas, sapatos, gente… Descobri que as pessoas as customizavam… E, como não poderia ser diferente, acabei me apaixonando perdidamente por elas. Mas, como tudo tem um preço, descobri também que elas não eram assim tão fáceis de se adquirir, a começar pelo preço.
Eu sempre fui uma pessoa “mão fechada”. Meu namorado costumava dizer que eu podia atravessar o Guaíba à nado com um sonrisal na mão que o dito chegaria inteiro do outro lado… Então, quando descobri o preço dessas cabeçudas, fiquei totalmente desiludida… Como, eu, Renata, formiga, pão dura, mão fechada, iria desenterrar de sua honrosa poupança tal quantia pra comprar… UMA BONECA!

Eleonora 3 meses. Foi o tempo que me torturei com essa questão. Num dia eu dizia: “Nem pensar! Não vou jogar isso tudo numa boneca! É só uma boneca!!” No outro dia, eu choramingava: “Mas elas são tão lindas… Olha aqui, olha a foto dessa aqui? É praticamente gente!“… E assim eu ficava… Como diriam no Tangos & Tragédias, “naquele clima de indecisão”…

Aí resolvi achar alguém que vendesse essas bonecas aqui no Brasil, pra especular o preço. Sim, até o momento, eu só sabia o preço “por altos”. Lembro que mandei o e-mail pedindo preço de Blythes que tivessem cabelo castanho ou preto. A pessoa me retornou uma lista enorme de fotos, modelos e preços… E quando eu bati os olhos na Urban Cowgirl, pensei: “se tiver que ter uma, vai ser essa!“. Esse modelo era lançamento, então estava também com um preço “mais camarada”, se comparada às outras. Mas, eu ainda estava “naquele clima de indecisão” e fiquei mais uns dias pensando…

Ao mesmo tempo, meu namorado queria comprar um tênis caro pra ele. Então estávamos os dois nessa. Eu dizia pra ele que era muita grana para um tênis e ele me respondia: “Olha quem fala! Aquela que quer jogar a maior grana numa boneca“. Um belo dia, recebo uma ligação dele num horário incomum, e, ao que atendi, ele nem me disse “oi”, mas sim “eu acho que você tem que comprar a boneca…“. Fiquei muda esperando o resto da frase, quando veio: “…porque eu acabei de comprar o tênis“. Pronto! Foi dado o empurrão que eu precisava!

Eleonora No outro dia respondi ao e-mail da menina dizendo que eu queria a Cowgirl. Isso foi dia 19/11/2009, quinta feira. Como eu já tinha sido informada que ela chegaria em 30 ou 35 dias, tentei me aquietar, ia demorar um pouco, mas… Quem disse que eu consegui? Em dois dias, escolhi seu nome: Eleonora. E a partir daí, pra mim, ela já era quase gente.

Comecei uma busca enlouquecida por roupas, sapatos, acessórios e tudo mais que ela pudesse usar. Fiz um enxoval completo… Só falava nela. Ninguém em casa me aguentava mais. Eu não tinha outro assunto. Passava horas no flickr vendo fotos de Blythes, favoritando fotos legais, etc. Comecei a tricotar para ela, tentando “adivinhar” o tamanho, já que eu não tinha um modelo, nunca havia visto Blythes antes. E quanto mais o tempo passava, mais anciosa eu ficava.

As meninas do grupo Dolls do Sul me convidaram para um encontrinho em Porto Alegre/RS, em dezembro. Mesmo sem a Eleonora, compareci ao encontro. Foi o meu primeiro contato “direto” com as cabeçudas. Achei que isso ia me acalmar um pouco, mas saí de lá ainda mais ansiosa pela chegada da minha tão esperada menina.

Eleonora O que não estava nos planos era um nada pequeno atraso dos correios, por conta do volume de pacotes na época de natal. Então, a minha menina que deveria chegar antes do natal, chegou apenas em Janeiro. Dia 08/01/2010, pra ser mais precisa. Foram 50 dias de espera. Não morri de ansiedade por muito pouco. :14:

Eu estava no trabalho quando ela chegou na minha casa. Já tinha visto pelo rastreio que o pacote tinha sido entregue e contava os minutos para que as 17:30hrs chegassem logo, pra eu poder ir pra casa, vê-la. Admito que, invés de sair rasgando tudo, contemplei o pacote fechado por um tempo, antes de abri-lo.

E, desde então, passei a tricotar roupas de Blythe pra valer. Encomendas começaram a surgir, para meu grande alívio, ou então eu poderia ir à falência, de tanta coisa que eu queria comprar para ela.

Eleonora Comecei a perquisar sobre customização. Sim, desde o início, eu estava decidida a customizá-la sozinha. Muita gente me chamou de louca, “como você tem coragem“, meu namorado foi totalmente contra… Mas eu não dei ouvidos à ninguém, pois para mim, essa era uma parte muito importante da minha brincadeira! Comprei alguns materiais, outros eu consegui emprestado, tirei todas as dúvidas possíveis consultando tutorias, vídeos e outros customizadores profissionais. Bem antes disso eu a abri para fazer coisas mais simples como boggled, sleep eyes e gaze correction. Depois, para trocar os eyechips e os cílios. E no dia 10/03/2010 novamente, para terminar o que comecei: ela ganhou sardas, uma nova maquiagem e um rostinho fosco. E, para completar, uma franjinha.

A Eleonora, para mim, sempre será uma criança. É assim que a vejo, não consigo vê-la de outra forma. A custom deu à ela mais vida, sua real personalidade.

Sou COMPLETAMENTE apaixonada por ela. Levo ela para todos os lados: viagens, restaurantes, passeios, casa do namorado… Não consigo sair de casa e deixá-la no armário. É quase como se ela fosse parte de mim. :19:

E sobre aquela história da pão durice… Hoje já não me reconheço mais… Já que a irmã dela, Zoe, está para chegar! Hahahaha!

[Autor do post: Renata Simanski Peixoto]

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12 Comentários

  • Responder Kátia Cris 01/09/2013 at 17:53

    Renata adorei sua história e sofri com você só de pensar que teve que esperar mais do que estava previsto!!
    Ainda não tenho coragem de customizar sozinha as minhas, mas a Eleonora ficou fantástica! Parabéns!

  • Responder Milla 14/03/2011 at 02:04

    Nossa to sentindo o mesmo,a minha Cowgirl estar pra chegar e nao consigo pensar em outra coisa,fico querendo comprar roupas,sapatos,bolsas,acessorios e muito mais rsrs,o pessaol aqui tb tah ficandode saco cheio de tanto que falo nela,e ela jah tem nome,minha Isabelle 🙂

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